O tubarão encontrado no estado foi analisado por especialistas do Projeto Tamar e pesquisadores das universidades federais de Sergipe e Alagoas.
Por g1 SE em 23/07/2025 05h01
O pesquisador e professor do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Marcelo Brito, afirmou que a localização do tubarão da espécie ‘Boca Grande’ no estado contribui com pesquisas realizadas em todo o mundo. O animal de pouco mais de quatro metros foi encontrado morto, no dia 5 de julho, na Praia da Costa no município da Barra dos Coqueiros.
“O achado coloca Sergipe no mapa mundial de animais de águas profundas”, disse o especialista ao falar sobre o quarto tubarão da espécie Megachasma pelagios encontrado no Brasil.
Esse é o segundo animal achado no Nordeste, o primeiro foi no Piauí. Na ocasião, em 2018, o animal era um macho e tinha pouco mais de um metro de comprimento. São 274 registros em todo o mundo, de acordo com especialistas.
Segundo o especialista, o que classifica um animal como raro é a dificuldade que se tem de acompanhar a evolução dele no meio onde habita. “Esses tubarões vivem em grandes profundidades e normalmente o acesso a esses animais só ocorre quando eles já estão mortos e chegam à costa, onde é possível realizar pesquisas e catalogar informações como peso e outras características”, explicou.
O tubarão encontrado no estado foi analisado por especialistas do Projeto Tamar e pesquisadores das universidades federais de Sergipe e Alagoas. A causa da morte ainda não foi determinada. Após os resultados finais dos exames ele deve ficar em exposição no Tamar em Aracaju.
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Ainda de acordo com o professor, o caso registrado em Sergipe será relatado à comunidade científica através de um artigo que deve ser publicado pela Universidade Federal em breve. A medida, segundo ele, serve para orientar outros pesquisadores e promover a preservação das espécies que são consideradas raras.
Confira as fotos do tubarão
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O tubarão foi recolhido e encaminhado ao Projeto Tamar, em Aracaju, onde foi analisado por especialistas e estudiosos das universidades federais de Sergipe e Alagoas — Foto: UFAL
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