Emancipação Política de Sergipe: conheça livros que contam a história da data

Emancipação Política de Sergipe — Foto: Seduc/SE
09/07/2024 às 09:39:26

A Editora da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seduc) reeditou livros que abordam o período.

Por g1 SE

08/07/2024 08h04

 

Nesta segunda-feira, 8 de julho, Sergipe celebra 204 anos de Emancipação Política. A data é um marco desde 1820, quando o rei do Brasil e de Portugal, D. João VI, assinou, no Rio de Janeiro, a Carta Régia que autorizava Sergipe d'El Rey a ter os próprios governantes, emancipando-a da Bahia. A conquista ocorreu como recompensa da Corte Portuguesa à participação sergipana na Revolução Pernambucana, em 1817.

A Editora da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seduc) já reeditou sete livros que abordam o período da emancipação política de Sergipe. Conheça:

  • 'Derrubando os mantos purpúreos e as negras sotainas' (Fernando Afonso): analisa a história de Sergipe durante a crise colonial, destacando a resistência negra e os conflitos que moldaram o futuro político da região. Faz parte da Coleção Bicentenária da Independência do Brasil e foi reeditado em 2022.
  • 'Memória histórica e documentada' (Carlos César Burlamarque): analisa as transformações provocadas pela transferência da Família Real para o Brasil e sua influência na emancipação política de Sergipe. Também faz parte da Coleção Bicentenária da Independência do Brasil e foi reeditado em 2022.
  • 'Sergipe Provincial I e II', 'Sergipe Colonial I e II' e 'História da Educação em Sergipe': os cinco livros fazem parte da coleção de Maria Thétis Nunes e oferecem uma visão abrangente e detalhada da história de Sergipe, desde a colonização até a evolução de aspectos fundamentais como política, economia, cultura e educação.

 

 

Saiba mais sobre a Emancipação

 

Cópia da Carta Régia de 8 de Julho — Foto: Seduc/SE

Cópia da Carta Régia de 8 de Julho — Foto: Seduc/SE

Conflito histórico: a Emancipação foi marcada por contradições e disputas. Após a Revolução Liberal do Porto em agosto de 1820, que exigiu o retorno de D. João VI a Portugal, o brigadeiro Carlos César Burlamarque foi nomeado como primeiro governador de Sergipe em 25 de julho de 1820, dias depois da assinatura da Carta Régia. No entanto, as autoridades baianas não concordaram com as novas diretrizes políticas da Carta Régia e se recusaram a aceitar Burlamarque como governador de Sergipe. Após tomar posse em 20 de fevereiro de 1821, Burlamarque foi deposto um mês depois, em 18 de março de 1821, quando tropas baianas invadiram São Cristóvão, levando-o para Salvador como prisioneiro.

Sergipe amargou o retorno à antiga condição de capitania anexa. Frustrou-se temporariamente a emancipação política, já que também em terras de Sergipe d’El Rey, mantinham-se senhores de engenhos e comerciantes abastados que eram a favor da manutenção da Corte Portuguesa. Em contrapartida, ganhavam corpo por todas as províncias do Sul os movimentos em prol da Independência do Brasil.

Luta pela independência: o cenário era um Brasil dividido entre aqueles que queriam a permanência das regalias da Corte Portuguesa e aqueles que nutriam a vontade de um país independente. De acordo com a pesquisadora e historiadora Edna Maria Matos Antonio, autora do livro ‘A independência do solo que habitamos: poder, autonomia e cultura política na construção do império brasileiro - Sergipe’, o período era de um processo político com várias facetas, e Sergipe não ficaria de fora mesmo que tivesse que desconstruir os vínculos militares, econômicos, até familiares com a Bahia.

À medida que as lideranças no Sul vinham se alinhando para construir uma país independente, a regência de D. Pedro I ia se consolidando, em consequência, desmobilizando a tentativa de união de um Brasil com Portugal. Começaram as alianças políticas, e a participação de Sergipe nesse processo foi fundamental.

Em 7 de setembro de 1822, com o retorno do rei D. João VI para Portugal, e o príncipe regente D. Pedro I em disputa com as Juntas Portuguesas nas províncias, com rebeliões populares em várias delas, o príncipe regente grita pela Independência do Brasil.

Emancipação definitiva: o imperador D. Pedro I, em 5 de dezembro de 1822, confirma a carta assinada por seu pai cerca de dois anos antes, ratificando Sergipe d’El Rey como província emancipada da Bahia. A partir daí, de fato houve uma ruptura importante, mesmo que política, com um governador próprio.

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